sábado, 12 de junho de 2010

Curiosidades do meu local de trabalho

Todo local de trabalho é interessante e gostaria de mostrar o meu a vocês. Tentarei apresentar através de palavras o espaço físico que ocupo e alguns detalhes bem curiosos.
Trabalho numa mesa em L, o que significa que fico mexendo a cadeira para lá e para cá, já que tenho dois computadores a mesa e os uso o tempo inteiro.
Tenho dois gaveteiros, sendo um preso a mesa e outro solto, como se fosse um criado mudo. Só utilizo o solto, e como sou estagiário não tenho muita coisa para guardar neles. Fico até triste quando vejo os gaveteiros dos outros empregados que necessitam de mais espaço e o meu lá, às moscas. Ou melhor, nem às moscas, já que vivem fechados.
Então eles vivem lá, aos oxigênios...
Vez por outra abro as gavetas para que o ar ali dentro se renove.

Atrás de mim senta o outro estagiário do setor. Sim, aqui somos dois estagiários!
Devido a este fato sou conhecido como o estagiário sênior, pois tenho um tempo maior de casa que o outro. Mas isso não significa que meu salário aumente. Que pena!
Para aqueles que nunca fizeram estágio em empresa grande tenho o prazer de dizer que estagiário não é empregado. Nunca será! Apesar de vez ou outra executar funções cuja responsabilidade o poderiam delegar o status de empregado.
Outra expressão estranha que usei no texto e que vejo muitos usarem no local de trabalho é a expressão “da casa”.

Da casa de quem?

“Opa, o Vieirinha já é da casa faz 20 anos.”

Ok, mas casa de quem?

Um trabalho pode se comparar a tudo, menos a uma casa.
Não podemos, sei lá, coçar o saco ligar a TV e ver Sessão Globinho, ou entrar em sites eróticos de notícias em geral, esportes ou de relacionamento como o Orkut, por exemplo.

Na minha baia...
O quê? Não sabem o que é baia?
Não é baía não, é assim mesmo, sem acento.
Baia aqui poderia ser substituída por ilha.
Em suma, baia é o local delimitado pelas divisórias.

Então, somos oito na baia e ela é conhecida como a “Baia da Perdição”. Por quê?
Ora, nela sentam os mais jovens e ou mais brincalhões.

À minha esquerda fica a baia dos superiores e logo depois desta fica a de mais alguns empregados do setor.
Há muito trabalho neste setor, portanto posso dizer que ele é igual trio elétrico na Bahia: Ninguém fica parado!

Também, à minha esquerda, existe o relógio que mostra as horas (oh, sério TIM?) e a temperatura em Fahrenheit Celsius.
Detalhe: Pensaram que eu lembrava como escrevia Fahrenheit? Erraram. Tive que ir ao “Google pra que te quero” e crtl+copiei crtl+v!

Bom, a temperatura que o tal relógio mostra sempre é maior do que eu sinto exatamente onde estou. Sério!

Das duas uma: Ou a distância entre mim e o relógio influencia nisso, pois ele fica logo na entrada e a porta de acesso ao andar vive aberta ou, a situação que acredito ser mais concreta, há um trabalho psicológico forte para nos induzir a achar que está calor e na verdade não tá mesmo não!

Pra terminar, tem uma coisa muito boa na posição em que sento no trabalho.
Eu sento, simplesmente, em frente a porta do banheiro feminino!
Eita nós! Beleza!!! Até achei que era pegadinha comigo quando mudamos para esse prédio.
Quase soltei fogos, até que com o tempo descobri que era pegadinha mesmo existe escassez de mulher bonita aqui no andar. Isto impossibilitou que minha visão achasse que estaria eternamente numa São Paulo Fashion Week.

‘É melhor trabalhar TIM!’ Assim, pensou o meu cérebro.

Mas uma coisa é verdade: Banheiro de mulher nunca fede!

Ah, falando em banheiro, acabei lembrando doutro fato interessante para contar para vocês.
Existe um cara que trabalha no mesmo andar que eu, mas não é do meu setor.
Em todas as vezes que o vi no banheiro...

Aqui vale uma coisa engraçada que pensei: se escrevesse “encontrei” em vez de “vi”, todos vocês poderiam estar duvidando do meu caráter másculo de homem do século XXI. Santo backspace, santa capacidade de pensar e usar a palavra correta!

Em todas as vezes que o encontrei vi no banheiro, eu disse todas! Atenção: Todas!

Enfim, em todas as vezes ele fazia seu xixi e saía do banheiro sem lavar suas mãos!

Não gente, eu nunca apertei a mão dele se vocês estão curiosos em saber...

Porém, passei alguns meses até perceber o fato de que para sair do banheiro é preciso pegar numa maçaneta... :/

Aí já era tarde e eu já tinha posto a mão na boca, no olho, ou coçado uma ferida... L

Resultado: Aprendi, mesmo que tardiamente a abrir a porta do banheiro com o papel que enxugo minhas mãos...

A mão vai até a boca, mas agora vai limpinha...





3 divagações:

Renata disse...

Queridos, saudades daqui e de vc!! Seu blog está com um visual maravilhoso! Bjão e nem preciso dizer que o texto tá 10! Bjão

ana disse...

te amo! putz... amo muito! já não te leio mais... te ouço aqui! hehehehe é lindo! escuto até sua risadinha entre uma tirada e outra...

E. L. Zerfas disse...

Sempre engraçado e oportuno!
to com posts novos !
e tb de cara nova